Novena

262

Temos a grata satisfação de convidar os paroquianos e fiéis para a Novena de São José, em comemoração ao Ano Jubilar de São José 2021, padroeiro da Igreja Católica. A novena será realizada na Paróquia São Judas Tadeu de dias 10 a 18 março de 2021, e no dia 19 acontecerá a Celebração de Solenidade ao dia do Santo São José.

O Papa Francisco – devoto ardoroso de São José decretou que de 8 de dezembro de 2020 a 8 de dezembro de 2021 é o Ano de São José. Além das indulgências deste tempo santo, somos convidados a conhecer mais e melhor a São José venerado com o culto de protodulia.

NOVENA DE SÃO JOSÉ – Conhecer mais e melhor.

São José era carpinteiro na Galiléia e marido da Virgem Maria, protetor da Sagrada Família, foi escolhido por Deus para ser o patrono de toda a Igreja de Cristo. Esteve ao lado de Maria em todos os momentos, principalmente na hora do parto, que aconteceu em um estábulo, em Belém. Educou e protegeu o menino Jesus, com o amor de Deus-Pai. São José foi um homem justo, trabalhador e exemplo de pai. A simplicidade e a fidelidade fizeram de São José o protetor escolhido para Maria e para o próprio Jesus, bem como para todos nós.
“O Anjo do Senhor manifestou-lhe, em sonho, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua Mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo.” Mt 1,20.


O significado do nome José – É “aquele que acrescenta”, “acréscimo do Senhor” ou ”Deus multiplica”. O nome José tem origem no nome hebraico, Yosef, que significa “Ele acrescentará”, referindo-se a Deus.

São José possui o título mais alto que um homem pode ter, o de pai adotivo de Cristo. Ele protegeu a Imaculada Mãe de Deus e ajudou a cuidar do Menino Jesus e, por isso, o Papa Pio IX, no dia 8 de dezembro de 1870, declarou o glorioso São José Padroeiro da Igreja Católica. Desde modo, “um dos primeiros títulos que utilizaram para honrá-lo foi ‘nutritor Domini’, que significa guardião do Senhor”. (Papa Francisco, Homilia em 19 de março de 2013).

Proteger a Igreja de Cristo e nos ensinar a cuidar das coisas de Deus com zelo, simplicidade e diligente serviço são lições que podemos e devemos aprender com José. “Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, do seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes, pelo contrário, denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor”. (Papa Francisco, Homilia em 19 de março de 2013).

Por sua dignidade, concedida pelo próprio Deus a seu fiel servo, a Igreja tem São José em grande honra e implora a sua intercessão nas dificuldades e angústias do mundo, pois, “São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo Místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo”. (São João Paulo II, Exortação Apostólica Redemptoris Custos, nº 1).

Por ter realizado, com esmero, tudo aquilo que Deus lhe pediu, São José é para todos nós um convite a desempenharmos com fidelidade, simplicidade e humildade a vocação que a Deus nos destinou. Os pais e mães de famílias devem aprender com José a apreciar a beleza de uma vida simples e laboriosa, cultivando com solicitude o relacionamento conjugal. Os trabalhadores devem aprender com José a exercer o trabalho com esmero, prontidão e caridade, contribuindo assim para o progresso da humanidade. Todos nós, fiéis católicos, povo de Deus, devemos aprender com José a permanecer na presença da Virgem Maria e do Cristo, colaborando, nas pequenas e grandes coisas, para o advento do Reino de Deus. De um modo especial, nós devemos aprender com José a escutar a voz do Senhor, a compreender a Sua vontade e lhe obedecer com todo o coração e com todas as forças.

O nosso mundo está neste momento atravessando a noite escura da pandemia do Covid 19, o Coronavírus, e, por isso, devemos aprender com São José a permanecermos na escuta do Senhor. O que Ele nos diz neste momento? O que Ele nos solicita? Em primeiro lugar, Ele nos pede para cuidar da nossa fé e da nossa esperança sem descuidarmos da caridade, pois devemos zelar, com misericórdia, do nosso próximo, em especial, dos mais idosos. Esse cuidado deve ser revestido da valorização do recolhimento, pois, não sair de casa, sem necessidade evidente, é hoje um exercício de amor, é um necessário ato de cuidado, uma expressão de solicitude. De alguma forma, hoje Deus também nos diz: “permanece lá até que eu te diga! ”. (Mt 2, 13).

Precisamos confiar-nos ao cuidado e proteção de São José e da Virgem Maria neste momento tão difícil para nós e o mundo, pois estamos diante de uma pandemia. Vamos, então, rezar com fé e esperança: Valei-nos, São José! Protegei-nos, Virgem Maria! Ajudai-nos a atravessar esse deserto com a consciência de que nós somos a Igreja e, por isso, mesmo no recolhimento do lar, continuamos unidos pela comunhão dos santos, evidenciando a beleza da Igreja; afinal, o santo, o justo, é aquele que reza, vive da fé, e procura o bem em qualquer circunstância da vida.

São José, valei-nos, protegei-nos, amparai-nos, fortalecei-nos e ensinai-nos a permanecer firmes, em união com o Cristo e a Virgem Maria, mesmo diante das tempestades da vida com a certeza de que Deus tudo pode e, por isso, em um breve futuro, nós poderemos celebrar o fim dessa pandemia e a alegria da ressurreição no cotidiano de nossa história.

As Escrituras

De início, notamos que a Escritura fala pouco de São José. Algumas de suas passagens nos parecem, porém, suficientes para compreender aquele que a Igreja chama de “homem justo”. Vejamos: Mt 1,16: “Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo”; Mt 1,18-20: “Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: ‘José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo’” e continua, no versículo 24, como conclusão dos fatos: “Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa”

Mateus narra também a fuga de Maria e José com o Menino Jesus para o Egito por medo do rei Herodes, após a partida dos magos, segundo Mt 2,13-15: “Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: ‘Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar’. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito. Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: Do Egito chamei meu filho”. Ainda em Mt 2,19-23: “Com a morte de Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egito, e disse: ‘Levanta-te, toma o menino e sua mãe e retorna à terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino’. José levantou-se, tomou o menino e sua mãe e foi para a terra de Israel. Ao ouvir, porém, que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai Herodes, não ousou ir para lá. Avisado divinamente em sonhos, retirou-se para a província da Galileia e veio habitar na cidade de Nazaré, para que se cumprisse o que foi dito pelos profetas: Será chamado Nazareno”.

Já Lucas, 2,1-5, assim diz: “Naqueles tempos, apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra. Esse recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade. Também José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa, Maria, que estava grávida”. Dando um passo além, o mesmo evangelista diz – em 2,16 – que, no nascimento de Jesus numa manjedoura, os pastores, avisados pelos anjos, “Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura”. No mesmo capítulo, Lucas aponta indiretamente para a presença de São José ao lado de Maria e do Menino Jesus (cf. vers. 22. 27. 33. 39. 41. 42-43. 48. 51). Formam, assim, a Sagrada Família, modelo às famílias de todos os tempos.

Estas poucas citações demonstram São José como homem justo, temente a Deus e protetor valioso de Jesus-Menino e de Maria, sua mãe. Deus escolhe para fazer acontecer seu grande projeto divino os meios humanos mais simples. Como ensina a Igreja, sem ter de precisar de nós, Deus quer precisar de nós para realizar o seu grandioso projeto de amor e salvação. Projeto do qual São José participa com seu modo discreto, quase anônimo, e com poucas palavras…, mas é venerado, na Igreja, com o culto de protodulia, como afirmamos; ou seja, dentre todos os santos e santas, o primeiro (prõtos) a merecer deferência, depois da grande veneração (hiperdulia) à Mãe de Deus, Maria Santíssima, é São José, o pai adotivo de Jesus. Dentre as várias devoções populares a esse grande santo temos o de ser ele o Padroeiro da boa morte, por ter expirado nos braços de Jesus e Maria, São José de botas, demonstrando estar sempre pronto a proteger a família e a Igreja, São José dormindo, a apresentar a serenidade nascida da confiança inabalável em Deus etc.

Fontes: 
https://arqbrasilia.com.br/sao-jose-o-santo-padroeiro-da-igreja/

https://www.cnbb.org.br/ano-de-sao-jose/