Comunicados da Arquidiocese – Pandemia

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Acompanhe aqui, na integra, todas as publicações oficiais divulgados pela Arquidiocese de Brasília referente as orientações, cuidados, suspensão e cancelamentos de ações e das atividades católicas em Brasília. 

Publicação do dia 12 de Agostoo 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/wp-content/uploads/2020/08/056-Carta-ao-Clero-Libera%C3%A7%C3%A3o-Idosos-acima-de-60-anos-12.08.2020.pdf

Permissão para a participação presencial de pessoas maiores de 60 anos nas Santas Missas.

Prezados Senhores Párocos e demais irmãos no sacerdócio,

Levando em conta o Decreto do Governador do Distrito Federal n. 41099, de 11 de agosto de 20, que passa “a permitir que as pessoas maiores de 60 anos participem presencialmente das atividades religiosas”, venho comunicar-lhes que a Arquidiocese de Brasília acolhe esta permissão e passa a permitir esta participação presencial de pessoas com mais de sessenta anos, sem prejuízo das demais normas por nós estabelecidas.

Assim passam a valer as seguintes disposições com força de norma canônica para todas as Igrejas da Arquidiocese de Brasília as seguintes normas de prevenção sanitária nas celebrações litúrgicas:

1. “As celebrações “poderão ser realizadas presencialmente em locais com capacidade para mais de 200 pessoas, desde que observadas as seguintes regras:

I – disponibilização na entrada de produtos para higienização de mãos e calçados, preferencialmente em gel 70%;
II – afastamento mínimo de um metro e meio de uma pessoa para outra, com demarcação específica nas cadeiras dos locais para acomodação dos fiéis;
III – estabelecimento de uma fileira de cadeiras ocupada e outra desocupada;
IV – proibição de acesso ao estabelecimento de crianças com idade inferior a doze anos e pessoas com as comorbidades assinaladas no Plano de Contingência da Secretaria de Estado de Saúde, constante no sítio: http://www.saude.df.gov.br/wpconteudo/uploads/2020/02/Plano-de-Contingência-V.6.pdf;
V – recomendação para que se evite o contato físico entre as pessoas; VI – proibição de entrada e a permanência de pessoas que não estiverem utilizando máscaras de proteção facial;
VII – mediação de temperatura, mediante termômetro infravermelho sem contato, dos frequentadores na entrada do estabelecimento religioso, ficando vedado o acesso daqueles que apresentarem temperatura igual ou superior a 37,3 graus;
VIII – adoção de todos os protocolos sanitários estabelecidos na prevenção da COVID-19, observando horários alternados nas celebrações presenciais e intervalos entre eles, no mínimo de duas horas, de modo que não haja aglomerações internas e nas proximidades dos estabelecimentos religiosos;
IX – afixação, em local visível e de fácil a cesso, de placa com as informações quanto à capacidade total do estabelecimento, metragem quadrada e quantidade máxima de frequentadores permitida”.

2. Permanece vedada em todas as igrejas da Arquidiocese de Brasília “a realização de missas com as pessoas dentro de seus veículos”.
3. As nossas Igrejas permanecerão abertas também fora dos horários de celebração para que os fiéis possam tranquilamente adorar o Santíssimo Sacramento e aceder ao sacramento da Penitência, sempre salvas as devidas normas de segurança sanitária.
4. Os sacerdotes conscientes de estar fora dos grupos de risco ou que já superaram a enfermidade, procurem estar disponíveis para atender com generosidade aos pedidos de confissão e da unção dos enfermos. Nas visitas aos hospitais, sejam observadas todas as exigências sanitárias. Os fiéis têm direito garantido por lei pátria à assistência religiosa, mesmo na UTI.
5. A participação presencial na Santa Missa, o mais sublime e perfeito ato de culto ao Deus Uno e Trino, continua a ser vivamente recomendada aos fiéis. Contudo, neste tempo de crise sanitária, para a serenidade das consciências dos fiéis, enquanto não dispusermos o contrário, a obrigação de participação presencial na Santa Missa poderá ser comutada por um tempo côngruo de oração pessoal ou em família, acompanhado por frequentes comunhões espirituais.
6. Quanto aos demais sacramentos, permanecem as orientações dadas na última e publicadas no site da Arquidiocese.
7. Rogo aos senhores padres e a todos os fiéis que não nos esqueçamos dos pobres, dos desempregados, dos enlutados e de todos aqueles que trabalham pela saúde do nosso povo. Que não faltem iniciativas que testemunhem a caridade de Cristo que nos impele.
8. Nunca falte nas missas uma intenção especial pelos enfermos e pelos falecidos por causa da Covid-19, não apenas pelos contagiados pela Covid-19.
9. Peço que os senhores párocos lembrem também aos fiéis que, na medida das possibilidades, não deixem de contribuir para o sustento da nossa Igreja, tanto no nível paroquial quanto no nível arquidiocesano.

Peço que apliquem imediatamente estas novas orientações e as comuniquem do modo mais oportuno aos fiéis.

+José Aparecido Gonçalves de Almeida
Administrador Diocesano de Brasília

 

Publicação do dia 15 de Julho 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Anexo-Carta-ao-Clero-15.07.2020-1.pdf

Normas sobre a celebração dos sacramentos.

Pareceu-me importante aguardar a superação das vicissitudes jurídicas ocorridas no Distrito Federal, entre decisões judiciais liminares e novos decretos das autoridades civis, para oferecer aos senhores padres e diáconos um esclarecimento sobre como nos comportarmos ante a situação atual. Com efeito era preciso obter a certeza do direito a observar. Com a promulgação da Lei Distrital 6630, de 10 de julho de 2020, pelo Sr. Governador do Distrito Federal, as atividades religiosas realizadas em templos e fora deles passam a ser consideradas atividades essenciais. As limitações a estas atividades devem fundar-se em “normas sanitárias ou de segurança pública” (art. 2). A Doutrina católica tradicional reconhece à autoridade civil a competência para limitar a livre expressão de culto público em presença de razões de saúde e de segurança pública.

A Arquidiocese de Brasília está em constante diálogo com as autoridades do GDF para discernir com responsabilidade a duração dessas limitações. Nossa condição de pastores nos impele a buscar no diálogo as condições para uma flexibilização assegurada por critérios preventivos sanitários.

Peço que as iniciativas pastorais sejam discernidas com atenção e generosidade. Situações  não contempladas nas presentes orientações podem ser trazidas ao meu conhecimento ou de Dom Marcony, para que o necessário discernimento pastoral seja feito em comunhão.

Ademais, é importante lembrar que não estamos dispensados de seguir as normas da Igreja sobre as celebrações litúrgicas ou outras iniciativas pastorais (cf. Sacrosanctum Concilium, 22 § 3)

Os fiéis têm o direito a que os ministros sagrados não lhes neguem os sacramentos desde que: 1. O peçam de modo razoável; 2. Estejam devidamente preparados (rite dispositi), e 3. Não estejam impedidos pelo direito da Igreja ou pelas normas civis que o direito da Igreja faz próprias.

Com estas considerações, propomos as seguintes normas pastorais a respeito dos sacramentos enquanto durar a exigência de distanciamento social.

  1. A Celebração da Eucaristia.

1.1. Excetuadas as paróquias situadas nas regiões administrativas de Ceilândia e Sol Nascente, onde ficou decretado por tempo indeterminado o chamado lockdown, em todo o Distrito Federal “as normas litúrgicas anteriormente dadas permanecem todas em vigor, especialmente as “Diretrizes Pastorais da Arquidiocese de Brasília para a superação da Covid-19”, emanadas dia 31 de maio último, a saber:

As celebrações “poderão ser realizadas presencialmente em locais com capacidade para mais de 200 pessoas, desde que observadas as seguintes regras:

I – disponibilização na entrada de produtos para higienização de mãos e calçados, preferencialmente em gel 70%;

II – afastamento mínimo de um metro e meio de uma pessoa para outra, com demarcação específica nas cadeiras dos locais para acomodação dos fiéis;

III – estabelecimento de uma fileira de cadeiras ocupada e outra desocupada;

IV – proibição de acesso ao estabelecimento de idosos com idade superior a sessenta anos, crianças com idade inferior a doze anos e pessoas do grupo de risco;

V – recomendação para que se evite o contato físico entre as pessoas;

VI – proibição de entrada e a permanência de pessoas que não estiverem utilizando máscaras de proteção facial;

VII – mediação de temperatura, mediante termômetro infravermelho sem contato, dos frequentadores na entrada do estabelecimento religioso, ficando vedado o acesso daqueles que apresentarem temperatura igual ou superior a 37,3 graus;

VIII – adoção de todos os protocolos sanitários estabelecidos na prevenção da COVID-19, observando horários alternados nas celebrações presenciais e intervalos entre eles, no mínimo de duas horas, de modo que não haja aglomerações internas e nas proximidades dos estabelecimentos religiosos;

IX – afixação, em local visível e de fácil a cesso, de placa com as informações quanto à capacidade total do estabelecimento, metragem quadrada e quantidade máxima de frequentadores permitida”.

            1.2. Rogo ainda aos senhores padres que se atenham à proibição disposta pelo Sr. Cardeal Sergio da Rocha e não derrogada: “Quanto à permissão para a realização de missas com as pessoas dentro de seus veículos, prevista pelo mesmo Decreto (do GDF), esta modalidade não deverá ser adotada em Brasília.

1.3. Os sacerdotes evitem que as celebrações dominicais ou festivas se prolonguem por mais de uma hora. As homilias sejam bem preparadas de sorte que – conforme o conselho do Papa Francisco – sejam proporcionais ao conjunto da celebração. Ele recomenda não mais de dez minutos (Cf. Diretório homilético, passim).

1.4. Fiquem no presbitério somente as pessoas cuja presença é indispensável. As sacristias devidamente higienizadas, sejam reservadas ao uso do padre celebrante. Para outros indispensáveis servidores do altar, como os MESCE, prepare-se um lugar adequado, evitando-se toda forma de aglomeração. Conforme as orientações litúrgicas desta Arquidiocese, a presença deles no presbitério é requerida somente no momento da distribuição da Eucaristia.

1.5. Na distribuição da Santíssima Eucaristia, os MESCE deverão usar máscaras, higienizar-se com álcool em gel. Permanece obrigatória a distribuição da santa Comunhão nas mãos, até nova ordem.

1.6. É importante manter as nossas igrejas abertas para que os fiéis possam rezar, adorar o Senhor, confessar-se e comungar também fora das missas. Os sacerdotes sejam generosos em dar a Santa Comunhão conforme o disposto no Rito da Comunhão fora da Missa a quem estiver impedido de participar presencialmente da missa.

1.7. Aos doentes, não seja negada a devida assistência espiritual, especialmente o Santo Viático. O exercício generoso do nosso ministério sacerdotal não é de todo isento de riscos. Somos chamados a confortar os fiéis que não podem participar presencialmente das missas e garantir aos que solicitarem a assistência sacramental de acordo com as possibilidades, sem prejuízo das necessárias precauções.

1.8. Quanto às Primeiras comunhões, sugerimos aos senhores Párocos que aguardem o fim dessas exigências de distanciamento social para podermos celebrá-las com a devida solenidade e a necessária preparação catequética.

Se em algum caso singular se apresentar situação de particular urgência, o pároco poderá discernir comigo ou Dom Marcony o modo de proceder.

  1. Sacramento do Batismo.

2.1. O pároco – não as secretárias paroquiais – dialogarão com os interessados.

2.2. Àqueles que não quiserem adiar o Batismo das crianças, poderá ser proposta a celebração para uma criança de cada vez, somente com a presença de pais e padrinhos, evitando-se a presença de pessoas do grupo de risco.

2.3. Estando as atividades catequéticas e encontros de formação suspensos até nova ordem, os pais e padrinhos ficam dispensados dos cursos preparatórios para o batismo.

2.4. Para suprir de alguma forma esta lacuna catequética, solicito aos celebrantes que preparam uma homilia de caráter mais mistagógico,  que abarque a doutrina essencial do batismo e explique os sinais  realizados durante a celebração. Evite-se, porém, qualquer discurso prolixo ou de tom moralizante.

2.5. Batismo em perigo de morte. É importante orientar os pais e agentes de saúde para que, em perigo de morte, batizem as crianças ou adultos com o rito essencial, que consiste em derramar água sobre o batizando enquanto se diz: “(Nome), eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Passado o perigo, as pessoas interessadas se apresentarão à Paróquia de pertença, que se encarregará de completar os ritos e registrar o batismo.

 

  1. Confirmação ou Crisma.

3.1. Continuam suspensas as celebrações do Sacramento da Crisma até nova instrução.

3.2. Em perigo de morte, qualquer sacerdote pode crismar usando a fórmula essencial. Enquanto unge a fronte do crismando com o Santo Crisma, diz: “(Nome), recebe, por este sinal o Espirito Santo, o dom de Deus”.

3.3. Qualquer outra situação de necessidade fora do perigo de morte deve ser tratada comigo ou com Dom Marcony.

3.4. A administração da Confirmação tentada por presbíteros fora do perigo de morte e sem a autorização expressa do Bispo é inválida e se considera simulação de sacramento, delito que pode ser sancionado de acordo com o cân. 1379.

  1. Sacramento do Matrimônio.

4.1. Continua em vigor a recomendação para que se dialogue com os noivos que desejam celebrar as núpcias com a solenidade própria desse sacramento. Seria melhor adiar para quando estiver superada a exigência de distanciamento social.

4.2. Contudo, não se negue a celebração do Matrimônio aos que a pedirem, desde que fique claro que serão observadas as normas de distanciamento social e com a presença do menor número possível de pessoas. Nesse caso deverão ser seguidas as mesmas indicações dadas para a celebração da Santa Missa quanto às idades e grupos de risco. No presbitério estarão presentes no máximo dois casais de testemunhas (padrinhos), salvaguardadas as normas de distanciamento social.

4.3. Os que de outro modo quiserem celebrar o casamento apenas com a presença de pessoas indispensáveis (sacerdote ou diácono, noivos e duas testemunhas), sejam admitidos à celebração a portas fechadas.

4.4. Cursos de noivos. Enquanto perdurar a proibição de encontros de formação, os noivos ficam dispensados dos cursos preparatórios. Para suprir esta lacuna catequética, os casais devem ser atendidos pelo Pároco ou Vigário Paroquial, ou por um Diácono – nunca a secretária paroquial – para um colóquio de caráter catequético. Tal colóquio deve limitar-se às questões doutrinais e morais essenciais do matrimônio.

Lembrem-se ademais os sacerdotes de que a exigência do curso preparatório para o matrimônio é meramente pastoral e a sua falta nunca pode ser considerada um impedimento para a realização do matrimônio.

4.5. Lembro aos senhores padres e diáconos que permanece vigente a proibição de realizar fora dos nossos templos a celebração de matrimônios ou de bênçãos que pareçam matrimônio.

4.6. Os sacerdotes ou diáconos que fizerem celebrações de bênçãos que simulem celebração de casamento, dentro ou fora do templo, poderão ser punidos de acordo com as normas do direito.

4.6. Qualquer outra circunstância poderá ser discernida com Dom Marcony ou comigo.

  1. Unção dos Enfermos

5.1. Os sacerdotes que não estão nos grupos de risco, procurem ser generosos diante de Deus e dos irmãos enfermos, para que estes não fiquem sem a necessária assistência espiritual.

5.2. Caso estes irmãos enfermos estejam com Covid-19 ou outra enfermidade infecto-contagiosa, os sacerdotes seguirão as indicações das autoridades sanitárias para fazer com segurança a visita ao enfermo.

5.3. Aos sacerdotes que fizerem as visitas aos hospitais, recomenda-se vivamente seguir as instruções sanitárias e celebrar o sacramento com a forma essencial. Sempre que possível, seja dado o Santo Viático.

5.4. Após a confissão ou o ato penitencial é vivamente recomendada a absolvição com a seguinte fórmula:

“Eu, pela faculdade que me foi concedida pela Sé Apostólica, concedo-te indulgência plenária e o perdão de todos os teus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém”.

5.5. Aos enfermos pedimos que unam seus sofrimentos aos de Nosso Senhor Jesus Cristo e os ofereçam pelas necessidades da Igreja e dos mais pobres e sofridos membros do Corpo de Cristo.

  1. Funerais

6.1. O funeral cristão consiste nos sufrágios pela alma do falecido e na súplica a Deus para que console os corações em luto. Não podemos nos esquecer de que esperamos “a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir”.

6.2. Um momento de particular atenção pastoral para com o sofrimento dos irmãos é o dos funerais. Há muitos lutos sem despedidas neste tempo em que somos afligidos pela pandemia.

6.3. Não deixemos os familiares de irmãos falecidos sem o consolo da oração da Igreja. Sejam breves tais orações, evitem-se palavras excessivas e os elogios fúnebres.

III. Outras recomendações pastorais.

  1. Desejo reiterar o alerta lançado na última carta que enviei aos senhores padres e diáconos. As autoridades sanitárias têm realizado a fiscalização dos templos. O descumprimento dessas normas pode acarretar multas e inclusive o fechamento das igrejas, com prejuízo para toda a Arquidiocese.
  2. A nossa responsabilidade pastoral, além da indispensável atenção espiritual, inclui o cuidado com a saúde daquela porção da grei de Cristo que nos foi confiada. Abandonada a mentalidade clerical e as polêmicas ideológicas, todos os sacerdote estejamos bem atentos às indicações das autoridades sanitárias.
  3. Renovo a solicitação de que haja prudência nos convites feitos através das redes sociais para a participação nas missas. Deve-se evitar absolutamente estender o convite a pessoas pertencentes ao grupo de risco.
  4. A nossa Igreja Católica tem se destacado pela exemplaridade no que diz respeito à observância das normas civis e eclesiásticas, mas sobretudo pela atenção sincera pela saúde do povo. Tem sido apreciada também pela sua atuação para amenizar o sofrimento dos pobres e desempregados, dos moradores de rua e dos enfermos.

Publicação do dia 24 de Abril de 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Comunicado-25.04.2020-1.pdf

A R Q U I D I O C E S E   D E   B R A S Í L I A

COMUNICADO DA ARQUIDIOCESE DE BRASÍLIA
SOBRE O DECRETO 40.659 DO GDF

          Conscientes da responsabilidade da Igreja, temos procurado cumprir as deliberações das autoridades competentes, a fim de contribuir para a superação da pandemia do Covid-19 e preservara vida e a saúde da população. Ao mesmo tempo, temos procurado assegurar a assistência religiosaos fiéis e oferecer a transmissão das missas pelos meios de comunicação. Estamos em diálogo como Governo do Distrito Federal (GDF) para definir as medidas necessárias em vista da retomadagradual das atividades religiosas.
          Esclarecemos que a Arquidiocese de Brasília não foi consultada sobre o teor do Decreto 40.659, publicado nesta sexta feira, 24 de abril, com a permissão para a celebração de missas em estacionamentos, com a participação dos fiéis dentro de veículos, neste tempo da pandemia.
          Recomendamos aos padres da Arquidiocese de Brasília para aguardarem a definição das novas medidas pastorais a serem adotadas, permanecendo em vigor as normas e orientações já divulgadas, dia 20 de março. Na retomada das atividades religiosas, além das deliberações das autoridades de saúde pública, será importante não excluir da participação, nas missas, as pessoas que não possuam veículos e observar as normas litúrgicas estabelecidas pela Igreja.
          Continuemos unidos, em oração, suplicando a Deus pela superação da pandemia e rezando, de modo especial, pelos doentes e pelas vítimas falecidas, pelos seus familiares, pelos profissionais de saúde e por todos que se dedicam ao cuidado dos doentes, aos quais manifestamos profundo preço e gratidão.

Brasília, 24 de abril de 2020.

Cardeal Dom Sergio da Rocha
Administrador da Arquidiocese de Brasília

 

Publicação do dia 27 de março de 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/como-sera-a-semana-santa-na-arquidiocese-de-brasilia/

SEMANA SANTA NA ARQUIDIOCESE DE BRASÍLIA

Continuam em vigor, na Arquidiocese de Brasília, as normas e orientações pastorais para a prevenção do coronavírus (Covid 19), divulgadas no dia 19 de março, seguindo as orientações e deliberações das autoridades competentes.

Portanto, continuam suspensas as missas presenciais e demais celebrações litúrgicas na Arquidiocese de Brasília. A retomada das celebrações litúrgicas presenciais dependerá da evolução do cenário da pandemia, devendo ser oportunamente comunicada. Infelizmente, no momento, não é possível prever essa data. Por isso, reafirmamos a importância de continuar a dar a assistência espiritual aos paroquianos, seguindo as orientações sobre os cuidados a serem adotados para evitar a propagação do coronavírus.

Na Semana Santa, as igrejas continuarão abertas para a oração pessoal, mas não se deve favorecer a aglomeração dos fiéis. Os fiéis sejam incentivados a permanecerem em oração, em suas casas, através das missas transmitidas pelos meios de comunicação (rádio, TVs, redes sociais), bem como, da leitura orante da Bíblia, do rosário de Nossa Senhora e da Via Sacra, dentre outras formas de oração. Na Semana Santa, de modo especial, torna-se ainda mais importante a transmissão das celebrações por redes sociais ou outros meios. O atendimento das confissões e a assistência aos enfermos necessitam ser organizados de tal modo a preservar a saúde dos sacerdotes e dos fiéis, mas não estão cancelados.

A Páscoa não pode ser transferida. Por isso, apesar das restrições em vigor, vamos procurar celebrá-la do melhor modo possível. Considerando o disposto no Decreto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (N. 154/20) e as indicações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no contexto da pandemia de Covid-19, apresentamos as seguintes orientações pastorais para a Semana Santa.

1. DOMINGO DE RAMOS
Para a celebração do Domingo de Ramos, “nas igrejas paroquiais e em outros lugares” seja adotada a terceira forma prevista pelo Missal Romano. Portanto, não há a benção e a procissão de ramos. A coleta para a Campanha da Fraternidade não ocorrerá, como de costume, no Domingo de Ramos; será transferida para uma data a ser oportunamente divulgada.

2. MISSA DO CRISMA
A Missa do Crisma, com a benção dos Santos Óleos, a consagração do óleo do Crisma e a renovação das promessas sacerdotais, na Arquidiocese de Brasília, não será celebrada, como de costume, na manhã da Quinta-feira Santa. Está sendo transferida para outra data, tão logo seja possível reunir novamente grande número de pessoas. Os santos óleos abençoados, no ano passado, continuarão a ser utilizados até a celebração da Missa do Crisma, cuja data será oportunamente divulgada.

3. QUINTA-FEIRA SANTA
“O Lava-Pés, já opcional, é omitido. No final da Missa na Ceia do Senhor, a procissão também é omitida e o Santíssimo Sacramento é mantido no tabernáculo”.

4. SEXTA-FEIRA SANTA
Na Celebração da Paixão do Senhor, às 15 h, na Oração Universal deve ser acrescentada uma prece especial “pelos que padecem a pandemia do Covid-19”. 

A coleta para os Lugares Santos será transferida para uma data a ser oportunamente divulgada.

5. VIGÍLIA DA PÁSCOA
No início da Vigília Pascal (Celebração da Luz), “omite-se o acender do fogo; acende-se o círio e, omitindo a procissão, segue-se o precônio pascal (Exsultet)”. Na Liturgia Batismal não serão celebrados batismos; permanecerá apenas a renovação das promessas batismais. A Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística sejam realizadas, como de costume, conforme o Missal Romano.
Esclarecemos que está suspensa a impressão do folheto litúrgico O Povo de Deus, da Arquidiocese de Brasília. Contudo, o texto estará disponível no site da Arquidiocese de Brasília para os que desejarem. Durante o período de suspensão da distribuição do folheto litúrgico, encontra-se suspenso o respectivo pagamento dos folhetos pelas paróquias.

Agradeço a compreensão e os esforços de todos, neste tempo de sofrimento. Procuremos viver santamente a Semana que traz no seu nome o apelo à santidade. A precaução com a transmissão do coronavírus jamais nos leve a descuidar da caridade para com os doentes, os pobres e as pessoas em maior situação de vulnerabilidade social. Há muitas famílias pobres necessitadas de solidariedade e partilha. Necessitamos olhar, com especial atenção, para os irmãos que se encontram enfermos e pelos mais pobres. Permaneçamos unidos, em oração, sendo mais solidários, especialmente com aqueles que mais sofrem as consequências da pandemia. Apesar das limitações pastorais em vigor, celebremos a Páscoa, de coração, com a esperança e a paz do Senhor Ressuscitado. Sejamos testemunhas da esperança ancorada na fé em Cristo!

Brasília, 27 de março de 2020.
Cardeal D. Sergio da Rocha
Administrador da Arquidiocese de Brasília

Publicação do dia 21 de março de 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/novas-orientacoes-pastorais-na-arquidiocese-de-brasilia-covid-19-2/

Publicação  do dia 19 de março de 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/novas-orientacoes-pastorais-na-arquidiocese-de-brasilia-covid-19/

Conforme comunicado anterior com orientações pastorais para a prevenção do coronavírus (Covid 19), estamos atentos às orientações ou deliberações das autoridades competentes para adotar as medidas pastorais que se fizerem necessárias na Arquidiocese de Brasília.

Portanto, fica decretada a suspensão de todas as missas presenciais e demais celebrações litúrgicas na Arquidiocese de Brasília, até o dia 05 de abril de 2020, enquanto estiver em vigor o Decreto do Governo do Distrito Federal, N° 40.539, de 19 de março de 2020.

Considerando a impossibilidade de participação nas missas, enquanto durar a proibição das celebrações, por grave motivo de saúde pública, na Arquidiocese de Brasília, os católicos ficam dispensados do compromisso de participar das missas (conforme o cân. 1248, parágrafo 2º, do Código de Direito Canônico). São  convidados a permanecer em oração, em suas casas, através das missas transmitidas pelos meios de comunicação (rádio, TVs, redes sociais), bem como, da leitura orante da Bíblia, do rosário de Nossa Senhora e da Via Sacra, dentre outras formas de oração.

É importante cultivar a vida cristã e conservar o vínculo dos fiéis com a Igreja, a partir da comunidade onde normalmente participam. Por isso, é aconselhável a transmissão das missas e de outros momentos de oração, durante a semana e, especialmente aos domingos, por redes sociais ou outros meios.

O decreto do GDF não implica no fechamento dos templos. Por isso, as igrejas católicas continuarão abertas para a oração dos fiéis, evitando-se sempre a  aglomeração. Em tempos de crise, as pessoas tem necessidade ainda maior de assistência espiritual. Os sacerdotes estejam disponíveis para o atendimento pessoal dos fiéis, tomando as medidas de prevenção que têm sido divulgadas para preservar a própria saúde e daqueles que buscam a ajuda da Igreja.

A Arquidiocese de Brasília continuará a oferecer a sua colaboração para a prevenção do coronavírus (Covid 19), atendendo as orientações e deliberações das autoridades competentes. Reafirmamos as seguintes medidas pastorais, já em vigor na Arquidiocese de Brasília:

1) Suspender os encontros de catequese, cursos de formação, assembleias,  retiros, encontros pastorais e quermesses, para evitar aglomeração de pessoas.

2) Suspender os “mutirões” de confissões. O atendimento das confissões, neste período quaresmal, deve ser organizado, em cada paróquia, de modo a evitar a aglomeração de pessoas, adotando-se as medidas necessárias para preservar a  saúde dos confessores e dos penitentes.

3) As celebrações dos sacramentos do batismo e de crisma sejam adiadas à  espera de nova orientação ou remarcadas para o segundo semestre, de comum  acordo com os que solicitaram. Quanto à celebração dos matrimônios, busque-se o  diálogo com os noivos para o possível adiamento.

4) Redobrar os cuidados com a higienização dos templos e outros recintos paroquiais, disponibilizando álcool em gel para a higienização das mãos. Agradeço a atenção e os esforços de todos.

Continuemos a rezar pela superação desta pandemia e, de modo especial, pelas  vítimas e por aqueles que estão a serviço dos doentes. Nesta Quaresma, o tema da  Campanha da Fraternidade, “Vida: Dom e Compromisso”, continue a iluminar as nossas ações, ajudando-nos a cuidar da vida com amor e responsabilidade, contando com a graça de Deus. 

Brasília, 19 de março de 2020.
Cardeal D. Sergio da Rocha
Administrador da Arquidiocese de Brasília

Publicação do dia 18 de março de 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/orientacao-pastorais-da-arquidiocese-de-brasilia-para-prevencao-do-coronavirus/

A Arquidiocese de Brasília vem reafirmar a necessidade de colaborar, com responsabilidade, para a prevenção do coronavirus (Covid 19) tomando as medidas necessárias, considerando as orientações e deliberações das autoridades de saúde pública. Por isso, até 03 de abril, estarão em vigor, no âmbito da Arquidiocese de Brasília, as seguintes orientações pastorais, algumas das quais já estavam em vigor:

1) Adiar os eventos pastorais programados reunindo grande número de pessoas; suspender os encontros de catequese e cursos de formação, assembleias, retiros, encontros pastorais e quermesses, para evitar aglomeração de pessoas.

2) Evitar celebrações de missas reunindo grande número de pessoas, especialmente em lugares fechados. Para tanto, algumas iniciativas tem sido adotadas: espaçar os bancos ou diminuir o número de cadeiras e programar um número maior de missas dominicais. As missas ao ar livre substituindo aquelas no interior das igrejas necessitam também dos devidos cuidados, pois não há comprovação da eficácia preventiva dessa iniciativa, além da necessidade de observar o decreto do Governo do Distrito Federal a respeito de eventos. Não realizar o “abraço da paz” e orientar os fiéis para receberem a comunhão na mão, nas celebrações eucarísticas. Desaconselha-se a utilização de folhetos litúrgicos. Os ministros extraordinários da sagrada comunhão que apresentarem sintomas de resfriado ou gripe não devem atuar nas celebrações. Dependendo da evolução do quadro do coronavirus (Covid 19) ou das determinações das autoridades competentes, a suspensão geral das celebrações poderá ser estabelecida para toda a Arquidiocese de Brasília, através de comunicado oficial.

3) O atendimento das confissões, neste período quaresmal, deve ser organizado de modo a evitar a aglomeração de pessoas. Portanto, ao invés dos “mutirões” para atendimento das confissões, seja organizando o atendimento em cada paróquia, de acordo com a sua realidade, adotando-se as medidas necessárias para preservar a saúde dos confessores e dos penitentes.

4) Redobrar os cuidados com a higienização dos templos e outros recintos paroquiais, disponibilizando álcool em gel para a higienização das mãos.

5) As pessoas com saúde debilitada, os idosos e enfermos, ficam desobrigados do compromisso de participar das missas dominicais (conforme o cân. 1248, parágrafo 2º, do Código de Direito Canônico). São convidados a permanecer em oração, em suas casas, através das missas transmitidas pelos meios de comunicação (rádio, TVs, redes sociais). Os que estão a serviço pastoral dos enfermos, nas casas ou hospitais, devem adotar os devidos cuidados para evitar a propagação do vírus, seguindo as orientações médicas e da Pastoral da Saúde. 

No final do prazo estabelecido, estas medidas poderão ser prorrogadas. Os movimentos eclesiais poderão acrescentar outras medidas que considerarem necessárias para as atividades destinadas aos seus membros. Continuaremos atentos às orientações ou deliberações das autoridades competentes para adotar outras medidas que se fizerem necessárias, a serem comunicadas a todos pela Arquidiocese de Brasília.

Recomendamos, mais uma vez, máxima prudência em relação à veracidade das notícias ou informações divulgadas sobre o coronavirus, principalmente nas redes sociais, incluindo orientações pastorais atribuídas a bispos ou à CNBB.

Agradeço a atenção e os esforços de todos. Continuemos a rezar pela superação desta pandemia e, de modo especial, pelas vítimas e por aqueles que estão a serviço dos doentes. Nesta Quaresma, o tema da Campanha da Fraternidade, “Vida: Dom e Compromisso”, continue a iluminar as nossas ações, ajudando-nos a cuidar da vida com amor e responsabilidade, contando com a graça de Deus.

Brasília, 18 de março de 2020.
Cardeal D. Sergio da Rocha
Administrador da Arquidiocese de Brasília

Publicação do dia 13 de março de 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/pronunciamento-da-arquidiocese-de-brasilia-para-a-prevencao-da-propagacao-do-coronavirus/

Prezados Srs. Padres e Diáconos,

Após ter ouvido o Conselho de Presbíteros da Arquidiocese de Brasília, venho reafirmar a necessidade de colaborar, com responsabilidade, para a prevenção da propagação do coronavirus tomando as medidas necessárias no âmbito da Arquidiocese de Brasília.
Enquanto durar a pandemia, reafirmamos a postura pastoral, adotada em outras Dioceses do Brasil, para não realizar o “abraço da paz” e para orientar os fiéis a receberem a comunhão na mão, nas celebrações. Sejam adiados os eventos programados reunindo grande número de pessoas. As missas continuam a ser celebradas. Continuaremos atentos às orientações das autoridades de saúde pública para adotar outras medidas que se fizerem necessárias, devendo ser oportunamente comunicadas a todos.
É importante levar em conta as orientações a respeito da higienização das mãos e outros cuidados sanitários. Os que estão a serviço pastoral dos enfermos, nas casas ou hospitais, devem adotar os devidos cuidados para evitar a propagação do vírus, seguindo as orientações médicas.
Recomendamos, mais uma vez, máxima prudência em relação à veracidade das notícias divulgadas sobre o vírus, principalmente nas redes sociais.
Agradeço a atenção e o empenho generoso de todos. Nesta Quaresma, o tema da Campanha da Fraternidade, “Vida: Dom e Compromisso”, continue a iluminar as nossas ações, ajudando-nos a cuidar da vida com amor e responsabilidade, contando com a graça de Deus.

Cardeal D. Sergio da Rocha
Administrador da Arquidiocese de Brasília

Acompanhe aqui, na integra, todas as publicações oficiais divulgados pela Arquidiocese de Brasília referente as orientações, cuidados, suspensão e cancelamentos de ações e das atividades católicas em Brasília. 

Publicação do dia 15 de Julho 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Anexo-Carta-ao-Clero-15.07.2020-1.pdf

Normas sobre a celebração dos sacramentos.

Pareceu-me importante aguardar a superação das vicissitudes jurídicas ocorridas no Distrito Federal, entre decisões judiciais liminares e novos decretos das autoridades civis, para oferecer aos senhores padres e diáconos um esclarecimento sobre como nos comportarmos ante a situação atual. Com efeito era preciso obter a certeza do direito a observar. Com a promulgação da Lei Distrital 6630, de 10 de julho de 2020, pelo Sr. Governador do Distrito Federal, as atividades religiosas realizadas em templos e fora deles passam a ser consideradas atividades essenciais. As limitações a estas atividades devem fundar-se em “normas sanitárias ou de segurança pública” (art. 2). A Doutrina católica tradicional reconhece à autoridade civil a competência para limitar a livre expressão de culto público em presença de razões de saúde e de segurança pública.

A Arquidiocese de Brasília está em constante diálogo com as autoridades do GDF para discernir com responsabilidade a duração dessas limitações. Nossa condição de pastores nos impele a buscar no diálogo as condições para uma flexibilização assegurada por critérios preventivos sanitários.

Peço que as iniciativas pastorais sejam discernidas com atenção e generosidade. Situações  não contempladas nas presentes orientações podem ser trazidas ao meu conhecimento ou de Dom Marcony, para que o necessário discernimento pastoral seja feito em comunhão.

Ademais, é importante lembrar que não estamos dispensados de seguir as normas da Igreja sobre as celebrações litúrgicas ou outras iniciativas pastorais (cf. Sacrosanctum Concilium, 22 § 3)

Os fiéis têm o direito a que os ministros sagrados não lhes neguem os sacramentos desde que: 1. O peçam de modo razoável; 2. Estejam devidamente preparados (rite dispositi), e 3. Não estejam impedidos pelo direito da Igreja ou pelas normas civis que o direito da Igreja faz próprias.

Com estas considerações, propomos as seguintes normas pastorais a respeito dos sacramentos enquanto durar a exigência de distanciamento social.

  1. A Celebração da Eucaristia.

1.1. Excetuadas as paróquias situadas nas regiões administrativas de Ceilândia e Sol Nascente, onde ficou decretado por tempo indeterminado o chamado lockdown, em todo o Distrito Federal “as normas litúrgicas anteriormente dadas permanecem todas em vigor, especialmente as “Diretrizes Pastorais da Arquidiocese de Brasília para a superação da Covid-19”, emanadas dia 31 de maio último, a saber:

As celebrações “poderão ser realizadas presencialmente em locais com capacidade para mais de 200 pessoas, desde que observadas as seguintes regras:

I – disponibilização na entrada de produtos para higienização de mãos e calçados, preferencialmente em gel 70%;

II – afastamento mínimo de um metro e meio de uma pessoa para outra, com demarcação específica nas cadeiras dos locais para acomodação dos fiéis;

III – estabelecimento de uma fileira de cadeiras ocupada e outra desocupada;

IV – proibição de acesso ao estabelecimento de idosos com idade superior a sessenta anos, crianças com idade inferior a doze anos e pessoas do grupo de risco;

V – recomendação para que se evite o contato físico entre as pessoas;

VI – proibição de entrada e a permanência de pessoas que não estiverem utilizando máscaras de proteção facial;

VII – mediação de temperatura, mediante termômetro infravermelho sem contato, dos frequentadores na entrada do estabelecimento religioso, ficando vedado o acesso daqueles que apresentarem temperatura igual ou superior a 37,3 graus;

VIII – adoção de todos os protocolos sanitários estabelecidos na prevenção da COVID-19, observando horários alternados nas celebrações presenciais e intervalos entre eles, no mínimo de duas horas, de modo que não haja aglomerações internas e nas proximidades dos estabelecimentos religiosos;

IX – afixação, em local visível e de fácil a cesso, de placa com as informações quanto à capacidade total do estabelecimento, metragem quadrada e quantidade máxima de frequentadores permitida”.

            1.2. Rogo ainda aos senhores padres que se atenham à proibição disposta pelo Sr. Cardeal Sergio da Rocha e não derrogada: “Quanto à permissão para a realização de missas com as pessoas dentro de seus veículos, prevista pelo mesmo Decreto (do GDF), esta modalidade não deverá ser adotada em Brasília.

1.3. Os sacerdotes evitem que as celebrações dominicais ou festivas se prolonguem por mais de uma hora. As homilias sejam bem preparadas de sorte que – conforme o conselho do Papa Francisco – sejam proporcionais ao conjunto da celebração. Ele recomenda não mais de dez minutos (Cf. Diretório homilético, passim).

1.4. Fiquem no presbitério somente as pessoas cuja presença é indispensável. As sacristias devidamente higienizadas, sejam reservadas ao uso do padre celebrante. Para outros indispensáveis servidores do altar, como os MESCE, prepare-se um lugar adequado, evitando-se toda forma de aglomeração. Conforme as orientações litúrgicas desta Arquidiocese, a presença deles no presbitério é requerida somente no momento da distribuição da Eucaristia.

1.5. Na distribuição da Santíssima Eucaristia, os MESCE deverão usar máscaras, higienizar-se com álcool em gel. Permanece obrigatória a distribuição da santa Comunhão nas mãos, até nova ordem.

1.6. É importante manter as nossas igrejas abertas para que os fiéis possam rezar, adorar o Senhor, confessar-se e comungar também fora das missas. Os sacerdotes sejam generosos em dar a Santa Comunhão conforme o disposto no Rito da Comunhão fora da Missa a quem estiver impedido de participar presencialmente da missa.

1.7. Aos doentes, não seja negada a devida assistência espiritual, especialmente o Santo Viático. O exercício generoso do nosso ministério sacerdotal não é de todo isento de riscos. Somos chamados a confortar os fiéis que não podem participar presencialmente das missas e garantir aos que solicitarem a assistência sacramental de acordo com as possibilidades, sem prejuízo das necessárias precauções.

1.8. Quanto às Primeiras comunhões, sugerimos aos senhores Párocos que aguardem o fim dessas exigências de distanciamento social para podermos celebrá-las com a devida solenidade e a necessária preparação catequética.

Se em algum caso singular se apresentar situação de particular urgência, o pároco poderá discernir comigo ou Dom Marcony o modo de proceder.

  1. Sacramento do Batismo.

2.1. O pároco – não as secretárias paroquiais – dialogarão com os interessados.

2.2. Àqueles que não quiserem adiar o Batismo das crianças, poderá ser proposta a celebração para uma criança de cada vez, somente com a presença de pais e padrinhos, evitando-se a presença de pessoas do grupo de risco.

2.3. Estando as atividades catequéticas e encontros de formação suspensos até nova ordem, os pais e padrinhos ficam dispensados dos cursos preparatórios para o batismo.

2.4. Para suprir de alguma forma esta lacuna catequética, solicito aos celebrantes que preparam uma homilia de caráter mais mistagógico,  que abarque a doutrina essencial do batismo e explique os sinais  realizados durante a celebração. Evite-se, porém, qualquer discurso prolixo ou de tom moralizante.

2.5. Batismo em perigo de morte. É importante orientar os pais e agentes de saúde para que, em perigo de morte, batizem as crianças ou adultos com o rito essencial, que consiste em derramar água sobre o batizando enquanto se diz: “(Nome), eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Passado o perigo, as pessoas interessadas se apresentarão à Paróquia de pertença, que se encarregará de completar os ritos e registrar o batismo.

 

  1. Confirmação ou Crisma.

3.1. Continuam suspensas as celebrações do Sacramento da Crisma até nova instrução.

3.2. Em perigo de morte, qualquer sacerdote pode crismar usando a fórmula essencial. Enquanto unge a fronte do crismando com o Santo Crisma, diz: “(Nome), recebe, por este sinal o Espirito Santo, o dom de Deus”.

3.3. Qualquer outra situação de necessidade fora do perigo de morte deve ser tratada comigo ou com Dom Marcony.

3.4. A administração da Confirmação tentada por presbíteros fora do perigo de morte e sem a autorização expressa do Bispo é inválida e se considera simulação de sacramento, delito que pode ser sancionado de acordo com o cân. 1379.

  1. Sacramento do Matrimônio.

4.1. Continua em vigor a recomendação para que se dialogue com os noivos que desejam celebrar as núpcias com a solenidade própria desse sacramento. Seria melhor adiar para quando estiver superada a exigência de distanciamento social.

4.2. Contudo, não se negue a celebração do Matrimônio aos que a pedirem, desde que fique claro que serão observadas as normas de distanciamento social e com a presença do menor número possível de pessoas. Nesse caso deverão ser seguidas as mesmas indicações dadas para a celebração da Santa Missa quanto às idades e grupos de risco. No presbitério estarão presentes no máximo dois casais de testemunhas (padrinhos), salvaguardadas as normas de distanciamento social.

4.3. Os que de outro modo quiserem celebrar o casamento apenas com a presença de pessoas indispensáveis (sacerdote ou diácono, noivos e duas testemunhas), sejam admitidos à celebração a portas fechadas.

4.4. Cursos de noivos. Enquanto perdurar a proibição de encontros de formação, os noivos ficam dispensados dos cursos preparatórios. Para suprir esta lacuna catequética, os casais devem ser atendidos pelo Pároco ou Vigário Paroquial, ou por um Diácono – nunca a secretária paroquial – para um colóquio de caráter catequético. Tal colóquio deve limitar-se às questões doutrinais e morais essenciais do matrimônio.

Lembrem-se ademais os sacerdotes de que a exigência do curso preparatório para o matrimônio é meramente pastoral e a sua falta nunca pode ser considerada um impedimento para a realização do matrimônio.

4.5. Lembro aos senhores padres e diáconos que permanece vigente a proibição de realizar fora dos nossos templos a celebração de matrimônios ou de bênçãos que pareçam matrimônio.

4.6. Os sacerdotes ou diáconos que fizerem celebrações de bênçãos que simulem celebração de casamento, dentro ou fora do templo, poderão ser punidos de acordo com as normas do direito.

4.6. Qualquer outra circunstância poderá ser discernida com Dom Marcony ou comigo.

  1. Unção dos Enfermos

5.1. Os sacerdotes que não estão nos grupos de risco, procurem ser generosos diante de Deus e dos irmãos enfermos, para que estes não fiquem sem a necessária assistência espiritual.

5.2. Caso estes irmãos enfermos estejam com Covid-19 ou outra enfermidade infecto-contagiosa, os sacerdotes seguirão as indicações das autoridades sanitárias para fazer com segurança a visita ao enfermo.

5.3. Aos sacerdotes que fizerem as visitas aos hospitais, recomenda-se vivamente seguir as instruções sanitárias e celebrar o sacramento com a forma essencial. Sempre que possível, seja dado o Santo Viático.

5.4. Após a confissão ou o ato penitencial é vivamente recomendada a absolvição com a seguinte fórmula:

“Eu, pela faculdade que me foi concedida pela Sé Apostólica, concedo-te indulgência plenária e o perdão de todos os teus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém”.

5.5. Aos enfermos pedimos que unam seus sofrimentos aos de Nosso Senhor Jesus Cristo e os ofereçam pelas necessidades da Igreja e dos mais pobres e sofridos membros do Corpo de Cristo.

  1. Funerais

6.1. O funeral cristão consiste nos sufrágios pela alma do falecido e na súplica a Deus para que console os corações em luto. Não podemos nos esquecer de que esperamos “a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir”.

6.2. Um momento de particular atenção pastoral para com o sofrimento dos irmãos é o dos funerais. Há muitos lutos sem despedidas neste tempo em que somos afligidos pela pandemia.

6.3. Não deixemos os familiares de irmãos falecidos sem o consolo da oração da Igreja. Sejam breves tais orações, evitem-se palavras excessivas e os elogios fúnebres.

III. Outras recomendações pastorais.

  1. Desejo reiterar o alerta lançado na última carta que enviei aos senhores padres e diáconos. As autoridades sanitárias têm realizado a fiscalização dos templos. O descumprimento dessas normas pode acarretar multas e inclusive o fechamento das igrejas, com prejuízo para toda a Arquidiocese.
  2. A nossa responsabilidade pastoral, além da indispensável atenção espiritual, inclui o cuidado com a saúde daquela porção da grei de Cristo que nos foi confiada. Abandonada a mentalidade clerical e as polêmicas ideológicas, todos os sacerdote estejamos bem atentos às indicações das autoridades sanitárias.
  3. Renovo a solicitação de que haja prudência nos convites feitos através das redes sociais para a participação nas missas. Deve-se evitar absolutamente estender o convite a pessoas pertencentes ao grupo de risco.
  4. A nossa Igreja Católica tem se destacado pela exemplaridade no que diz respeito à observância das normas civis e eclesiásticas, mas sobretudo pela atenção sincera pela saúde do povo. Tem sido apreciada também pela sua atuação para amenizar o sofrimento dos pobres e desempregados, dos moradores de rua e dos enfermos.

Publicação do dia 24 de Abril de 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Comunicado-25.04.2020-1.pdf

A R Q U I D I O C E S E   D E   B R A S Í L I A

COMUNICADO DA ARQUIDIOCESE DE BRASÍLIA
SOBRE O DECRETO 40.659 DO GDF

          Conscientes da responsabilidade da Igreja, temos procurado cumprir as deliberações das autoridades competentes, a fim de contribuir para a superação da pandemia do Covid-19 e preservara vida e a saúde da população. Ao mesmo tempo, temos procurado assegurar a assistência religiosaos fiéis e oferecer a transmissão das missas pelos meios de comunicação. Estamos em diálogo como Governo do Distrito Federal (GDF) para definir as medidas necessárias em vista da retomadagradual das atividades religiosas.
          Esclarecemos que a Arquidiocese de Brasília não foi consultada sobre o teor do Decreto 40.659, publicado nesta sexta feira, 24 de abril, com a permissão para a celebração de missas em estacionamentos, com a participação dos fiéis dentro de veículos, neste tempo da pandemia.
          Recomendamos aos padres da Arquidiocese de Brasília para aguardarem a definição das novas medidas pastorais a serem adotadas, permanecendo em vigor as normas e orientações já divulgadas, dia 20 de março. Na retomada das atividades religiosas, além das deliberações das autoridades de saúde pública, será importante não excluir da participação, nas missas, as pessoas que não possuam veículos e observar as normas litúrgicas estabelecidas pela Igreja.
          Continuemos unidos, em oração, suplicando a Deus pela superação da pandemia e rezando, de modo especial, pelos doentes e pelas vítimas falecidas, pelos seus familiares, pelos profissionais de saúde e por todos que se dedicam ao cuidado dos doentes, aos quais manifestamos profundo preço e gratidão.

Brasília, 24 de abril de 2020.

Cardeal Dom Sergio da Rocha
Administrador da Arquidiocese de Brasília

 

Publicação do dia 27 de março de 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/como-sera-a-semana-santa-na-arquidiocese-de-brasilia/

SEMANA SANTA NA ARQUIDIOCESE DE BRASÍLIA

Continuam em vigor, na Arquidiocese de Brasília, as normas e orientações pastorais para a prevenção do coronavírus (Covid 19), divulgadas no dia 19 de março, seguindo as orientações e deliberações das autoridades competentes.

Portanto, continuam suspensas as missas presenciais e demais celebrações litúrgicas na Arquidiocese de Brasília. A retomada das celebrações litúrgicas presenciais dependerá da evolução do cenário da pandemia, devendo ser oportunamente comunicada. Infelizmente, no momento, não é possível prever essa data. Por isso, reafirmamos a importância de continuar a dar a assistência espiritual aos paroquianos, seguindo as orientações sobre os cuidados a serem adotados para evitar a propagação do coronavírus.

Na Semana Santa, as igrejas continuarão abertas para a oração pessoal, mas não se deve favorecer a aglomeração dos fiéis. Os fiéis sejam incentivados a permanecerem em oração, em suas casas, através das missas transmitidas pelos meios de comunicação (rádio, TVs, redes sociais), bem como, da leitura orante da Bíblia, do rosário de Nossa Senhora e da Via Sacra, dentre outras formas de oração. Na Semana Santa, de modo especial, torna-se ainda mais importante a transmissão das celebrações por redes sociais ou outros meios. O atendimento das confissões e a assistência aos enfermos necessitam ser organizados de tal modo a preservar a saúde dos sacerdotes e dos fiéis, mas não estão cancelados.

A Páscoa não pode ser transferida. Por isso, apesar das restrições em vigor, vamos procurar celebrá-la do melhor modo possível. Considerando o disposto no Decreto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (N. 154/20) e as indicações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no contexto da pandemia de Covid-19, apresentamos as seguintes orientações pastorais para a Semana Santa.

1. DOMINGO DE RAMOS
Para a celebração do Domingo de Ramos, “nas igrejas paroquiais e em outros lugares” seja adotada a terceira forma prevista pelo Missal Romano. Portanto, não há a benção e a procissão de ramos. A coleta para a Campanha da Fraternidade não ocorrerá, como de costume, no Domingo de Ramos; será transferida para uma data a ser oportunamente divulgada.

2. MISSA DO CRISMA
A Missa do Crisma, com a benção dos Santos Óleos, a consagração do óleo do Crisma e a renovação das promessas sacerdotais, na Arquidiocese de Brasília, não será celebrada, como de costume, na manhã da Quinta-feira Santa. Está sendo transferida para outra data, tão logo seja possível reunir novamente grande número de pessoas. Os santos óleos abençoados, no ano passado, continuarão a ser utilizados até a celebração da Missa do Crisma, cuja data será oportunamente divulgada.

3. QUINTA-FEIRA SANTA
“O Lava-Pés, já opcional, é omitido. No final da Missa na Ceia do Senhor, a procissão também é omitida e o Santíssimo Sacramento é mantido no tabernáculo”.

4. SEXTA-FEIRA SANTA
Na Celebração da Paixão do Senhor, às 15 h, na Oração Universal deve ser acrescentada uma prece especial “pelos que padecem a pandemia do Covid-19”. 

A coleta para os Lugares Santos será transferida para uma data a ser oportunamente divulgada.

5. VIGÍLIA DA PÁSCOA
No início da Vigília Pascal (Celebração da Luz), “omite-se o acender do fogo; acende-se o círio e, omitindo a procissão, segue-se o precônio pascal (Exsultet)”. Na Liturgia Batismal não serão celebrados batismos; permanecerá apenas a renovação das promessas batismais. A Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística sejam realizadas, como de costume, conforme o Missal Romano.
Esclarecemos que está suspensa a impressão do folheto litúrgico O Povo de Deus, da Arquidiocese de Brasília. Contudo, o texto estará disponível no site da Arquidiocese de Brasília para os que desejarem. Durante o período de suspensão da distribuição do folheto litúrgico, encontra-se suspenso o respectivo pagamento dos folhetos pelas paróquias.

Agradeço a compreensão e os esforços de todos, neste tempo de sofrimento. Procuremos viver santamente a Semana que traz no seu nome o apelo à santidade. A precaução com a transmissão do coronavírus jamais nos leve a descuidar da caridade para com os doentes, os pobres e as pessoas em maior situação de vulnerabilidade social. Há muitas famílias pobres necessitadas de solidariedade e partilha. Necessitamos olhar, com especial atenção, para os irmãos que se encontram enfermos e pelos mais pobres. Permaneçamos unidos, em oração, sendo mais solidários, especialmente com aqueles que mais sofrem as consequências da pandemia. Apesar das limitações pastorais em vigor, celebremos a Páscoa, de coração, com a esperança e a paz do Senhor Ressuscitado. Sejamos testemunhas da esperança ancorada na fé em Cristo!

Brasília, 27 de março de 2020.
Cardeal D. Sergio da Rocha
Administrador da Arquidiocese de Brasília

Publicação do dia 21 de março de 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/novas-orientacoes-pastorais-na-arquidiocese-de-brasilia-covid-19-2/

Publicação  do dia 19 de março de 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/novas-orientacoes-pastorais-na-arquidiocese-de-brasilia-covid-19/

Conforme comunicado anterior com orientações pastorais para a prevenção do coronavírus (Covid 19), estamos atentos às orientações ou deliberações das autoridades competentes para adotar as medidas pastorais que se fizerem necessárias na Arquidiocese de Brasília.

Portanto, fica decretada a suspensão de todas as missas presenciais e demais celebrações litúrgicas na Arquidiocese de Brasília, até o dia 05 de abril de 2020, enquanto estiver em vigor o Decreto do Governo do Distrito Federal, N° 40.539, de 19 de março de 2020.

Considerando a impossibilidade de participação nas missas, enquanto durar a proibição das celebrações, por grave motivo de saúde pública, na Arquidiocese de Brasília, os católicos ficam dispensados do compromisso de participar das missas (conforme o cân. 1248, parágrafo 2º, do Código de Direito Canônico). São  convidados a permanecer em oração, em suas casas, através das missas transmitidas pelos meios de comunicação (rádio, TVs, redes sociais), bem como, da leitura orante da Bíblia, do rosário de Nossa Senhora e da Via Sacra, dentre outras formas de oração.

É importante cultivar a vida cristã e conservar o vínculo dos fiéis com a Igreja, a partir da comunidade onde normalmente participam. Por isso, é aconselhável a transmissão das missas e de outros momentos de oração, durante a semana e, especialmente aos domingos, por redes sociais ou outros meios.

O decreto do GDF não implica no fechamento dos templos. Por isso, as igrejas católicas continuarão abertas para a oração dos fiéis, evitando-se sempre a  aglomeração. Em tempos de crise, as pessoas tem necessidade ainda maior de assistência espiritual. Os sacerdotes estejam disponíveis para o atendimento pessoal dos fiéis, tomando as medidas de prevenção que têm sido divulgadas para preservar a própria saúde e daqueles que buscam a ajuda da Igreja.

A Arquidiocese de Brasília continuará a oferecer a sua colaboração para a prevenção do coronavírus (Covid 19), atendendo as orientações e deliberações das autoridades competentes. Reafirmamos as seguintes medidas pastorais, já em vigor na Arquidiocese de Brasília:

1) Suspender os encontros de catequese, cursos de formação, assembleias,  retiros, encontros pastorais e quermesses, para evitar aglomeração de pessoas.

2) Suspender os “mutirões” de confissões. O atendimento das confissões, neste período quaresmal, deve ser organizado, em cada paróquia, de modo a evitar a aglomeração de pessoas, adotando-se as medidas necessárias para preservar a  saúde dos confessores e dos penitentes.

3) As celebrações dos sacramentos do batismo e de crisma sejam adiadas à  espera de nova orientação ou remarcadas para o segundo semestre, de comum  acordo com os que solicitaram. Quanto à celebração dos matrimônios, busque-se o  diálogo com os noivos para o possível adiamento.

4) Redobrar os cuidados com a higienização dos templos e outros recintos paroquiais, disponibilizando álcool em gel para a higienização das mãos. Agradeço a atenção e os esforços de todos.

Continuemos a rezar pela superação desta pandemia e, de modo especial, pelas  vítimas e por aqueles que estão a serviço dos doentes. Nesta Quaresma, o tema da  Campanha da Fraternidade, “Vida: Dom e Compromisso”, continue a iluminar as nossas ações, ajudando-nos a cuidar da vida com amor e responsabilidade, contando com a graça de Deus. 

Brasília, 19 de março de 2020.
Cardeal D. Sergio da Rocha
Administrador da Arquidiocese de Brasília

Publicação do dia 18 de março de 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/orientacao-pastorais-da-arquidiocese-de-brasilia-para-prevencao-do-coronavirus/

A Arquidiocese de Brasília vem reafirmar a necessidade de colaborar, com responsabilidade, para a prevenção do coronavirus (Covid 19) tomando as medidas necessárias, considerando as orientações e deliberações das autoridades de saúde pública. Por isso, até 03 de abril, estarão em vigor, no âmbito da Arquidiocese de Brasília, as seguintes orientações pastorais, algumas das quais já estavam em vigor:

1) Adiar os eventos pastorais programados reunindo grande número de pessoas; suspender os encontros de catequese e cursos de formação, assembleias, retiros, encontros pastorais e quermesses, para evitar aglomeração de pessoas.

2) Evitar celebrações de missas reunindo grande número de pessoas, especialmente em lugares fechados. Para tanto, algumas iniciativas tem sido adotadas: espaçar os bancos ou diminuir o número de cadeiras e programar um número maior de missas dominicais. As missas ao ar livre substituindo aquelas no interior das igrejas necessitam também dos devidos cuidados, pois não há comprovação da eficácia preventiva dessa iniciativa, além da necessidade de observar o decreto do Governo do Distrito Federal a respeito de eventos. Não realizar o “abraço da paz” e orientar os fiéis para receberem a comunhão na mão, nas celebrações eucarísticas. Desaconselha-se a utilização de folhetos litúrgicos. Os ministros extraordinários da sagrada comunhão que apresentarem sintomas de resfriado ou gripe não devem atuar nas celebrações. Dependendo da evolução do quadro do coronavirus (Covid 19) ou das determinações das autoridades competentes, a suspensão geral das celebrações poderá ser estabelecida para toda a Arquidiocese de Brasília, através de comunicado oficial.

3) O atendimento das confissões, neste período quaresmal, deve ser organizado de modo a evitar a aglomeração de pessoas. Portanto, ao invés dos “mutirões” para atendimento das confissões, seja organizando o atendimento em cada paróquia, de acordo com a sua realidade, adotando-se as medidas necessárias para preservar a saúde dos confessores e dos penitentes.

4) Redobrar os cuidados com a higienização dos templos e outros recintos paroquiais, disponibilizando álcool em gel para a higienização das mãos.

5) As pessoas com saúde debilitada, os idosos e enfermos, ficam desobrigados do compromisso de participar das missas dominicais (conforme o cân. 1248, parágrafo 2º, do Código de Direito Canônico). São convidados a permanecer em oração, em suas casas, através das missas transmitidas pelos meios de comunicação (rádio, TVs, redes sociais). Os que estão a serviço pastoral dos enfermos, nas casas ou hospitais, devem adotar os devidos cuidados para evitar a propagação do vírus, seguindo as orientações médicas e da Pastoral da Saúde. 

No final do prazo estabelecido, estas medidas poderão ser prorrogadas. Os movimentos eclesiais poderão acrescentar outras medidas que considerarem necessárias para as atividades destinadas aos seus membros. Continuaremos atentos às orientações ou deliberações das autoridades competentes para adotar outras medidas que se fizerem necessárias, a serem comunicadas a todos pela Arquidiocese de Brasília.

Recomendamos, mais uma vez, máxima prudência em relação à veracidade das notícias ou informações divulgadas sobre o coronavirus, principalmente nas redes sociais, incluindo orientações pastorais atribuídas a bispos ou à CNBB.

Agradeço a atenção e os esforços de todos. Continuemos a rezar pela superação desta pandemia e, de modo especial, pelas vítimas e por aqueles que estão a serviço dos doentes. Nesta Quaresma, o tema da Campanha da Fraternidade, “Vida: Dom e Compromisso”, continue a iluminar as nossas ações, ajudando-nos a cuidar da vida com amor e responsabilidade, contando com a graça de Deus.

Brasília, 18 de março de 2020.
Cardeal D. Sergio da Rocha
Administrador da Arquidiocese de Brasília

Publicação do dia 13 de março de 2020

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/pronunciamento-da-arquidiocese-de-brasilia-para-a-prevencao-da-propagacao-do-coronavirus/

Prezados Srs. Padres e Diáconos,

Após ter ouvido o Conselho de Presbíteros da Arquidiocese de Brasília, venho reafirmar a necessidade de colaborar, com responsabilidade, para a prevenção da propagação do coronavirus tomando as medidas necessárias no âmbito da Arquidiocese de Brasília.
Enquanto durar a pandemia, reafirmamos a postura pastoral, adotada em outras Dioceses do Brasil, para não realizar o “abraço da paz” e para orientar os fiéis a receberem a comunhão na mão, nas celebrações. Sejam adiados os eventos programados reunindo grande número de pessoas. As missas continuam a ser celebradas. Continuaremos atentos às orientações das autoridades de saúde pública para adotar outras medidas que se fizerem necessárias, devendo ser oportunamente comunicadas a todos.
É importante levar em conta as orientações a respeito da higienização das mãos e outros cuidados sanitários. Os que estão a serviço pastoral dos enfermos, nas casas ou hospitais, devem adotar os devidos cuidados para evitar a propagação do vírus, seguindo as orientações médicas.
Recomendamos, mais uma vez, máxima prudência em relação à veracidade das notícias divulgadas sobre o vírus, principalmente nas redes sociais.
Agradeço a atenção e o empenho generoso de todos. Nesta Quaresma, o tema da Campanha da Fraternidade, “Vida: Dom e Compromisso”, continue a iluminar as nossas ações, ajudando-nos a cuidar da vida com amor e responsabilidade, contando com a graça de Deus.

Cardeal D. Sergio da Rocha
Administrador da Arquidiocese de Brasília